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domingo, 26 de dezembro de 2010

Quanto mais alto, maior o tombo



Você me dá asas
Quando estou a voar, você as corta e caio de cara no chão.
Outra vez você faz essas asas cortadas crescerem
E eu, de novo a voar bem mais alto.
É como diz o ditado: Quanto mais alto, maior o tombo.
Eu que o diga; vivo nesse dilema
Entre a esperança e a decepção.
Criando asas e as perdendo.
Já não sei se devo sentir alegria por estar caindo
Ou chorar por estar voando.
Meu sentimento confuso
Penso que estou voando para cair ou se cair voarei outra vez.

Leilinha Reis Miranda

Permita querer



Eu parei de escrever quando percebi que os meus sentimentos já não eram o que eu pensava ser.
Parei de viver o passado
Quando acordei hoje e vir que durante todo esse tempo continuava instável naquele momento do “adeus”.
Sair do casulo então, e me dei conta:
- Que linda borboleta eu sou!
E tão livre e leve pra voar irei conhecer muitos jardins por aí.
Outrora ouvir dizer que, querer é diferente de gostar e deduzir que por eu gostar de alguém não devo necessariamente querer também.
A final, esse é o lado bom do “querer mais e gostar menos”
Com tantos jardins querendo a beleza de uma borboleta
Vou me permitir só querer, sem limites.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Chuva




Oh, sol aqueça a água.
Para que ela evapore e se transforme em vapor de água.
E esse vapor se misture com o ar e comece a subir, subir, subir...
Pra formar belas nuvens carregadas de vapor de água.
Que o vapor suba ao encontro de massas frias
Até condensar e transforma-se novamente em água.
E quando de tão pesada não conseguir sustentar-se no ar
Que caia sobre meu corpo a água
Em forma de chuva.
Que quando eu vejo a chuva caindo eu quero me molhar
Sei que essa água veio de longe
Pra lavar a minha alma
Água limpa e pura que veio do céu
Que desmancha o sorriso amarelo do meu rosto.
Renovada me sinto
Como uma criança contente a brincar com maravilhosas gotas de chuva.

Leilinha Reis Miranda